15 de Dezembro de 2010
Por José Manuel Costa

Os grandes eventos são enormes oportunidades para impulsionar o desenvolvimento e planeamento urbano e redesenhar as estratégias de mobilidade sustentável das cidades que os recebem.

 

Foi assim em Lisboa, em 98, na África do Sul, este ano, na Expo de Xangai (que construiu uma rede de metro gigante), como já por aqui falei, e está a ser assim em Londres, que receberá os Jogos Olímpicos em 2012.

 

Agora imaginem o Rio de Janeiro, que será uma das cidades sede (e a mais importante) do Mundial 2014 e que receberá os Jogos Olímpicos dois anos mais tarde, em 2016.

 

Uma boa estratégia de mobilidade sustentável é meio caminho andado para o sucesso tanto do Mundial como dos Jogos Olímpicos. É que os milhões de turistas que visitarão o Rio terão de se mexer. O mais rápido possível, de preferência.

 

Foi assim que a África do Sul conseguiu, também, tornar o Mundial 2010 num momento inesquecível. Paralelamente, conseguiu utilizar a competição para reorganizar o seu planeamento urbano e realocar investimentos para a mobilidade sustentável. O que, de outra forma, seria complicado. Seria impossível.

 

A área metropolitana do Rio de Janeiro terá perto de 15 milhões de habitantes e a de São Paulo 20 milhões. Se uma cidade como Lisboa dedica grande parte do seu tempo a tentar controlar os problemas relacionados com a falta de mobilidade sustentável, imaginem estes gigantescos aglomerados habitacionais.

 

Não me deixa de causar alguma surpresa, porém, que o País que viu nascer um dos principais especialistas globais em planeamento urbano e mobilidade sustentável, Jaime Lerner, tenha cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, que têm tanto de beleza como de caos urbano.

Uma coisa é certa: os Jogos Olímpicos e o Mundial 2014 vão transformar profundamente o Rio de Janeiro que hoje conhecemos. Estando a par das actuais políticas na área da sustentabilidade e a paixão brasileira por tudo o que é “verde”, só posso chegar à conclusão que esta mudança será para melhor.

 

Em meados de 2012, Rio de Janeiro terá BRT, integração entre linhas de metro diferentes e entre vários meios de transporte. São obras que ficarão para os cariocas, mas que provavelmente não estariam contempladas na estratégia de revolução urbana da cidade no médio prazo.

 

E o Rio de Janeiro precisava deste eventos para isso mesmo, ser uma cidade diferente do que é hoje. Para mudar.


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