18 de Fevereiro de 2011
Por José Manuel Costa

No final do ano passado, escrevi aqui que os grandes eventos têm o condão de mudar as (grandes) cidades. Falei da Expo98, em Lisboa, do Mundial 2010, em diversas cidades sul-africanas, e nos Jogos Olímpicos de Londres.

 

Mas, no caso brasileiro, esta revolução será muito mais abrangente. Veja-se o caso do Rio de Janeiro, que receberá, em apenas dois anos, um Mundial de Futebol e os Jogos Olímpicos (entre 2014 e 2106).

 

Estes eventos vão mudar profundamente o Rio de Janeiro (mais do que São Paulo, que apenas receberá o Mundial 2014), e uma das primeiras provas desta realidade terá sido a criação, esta semana, de uma secretaria dedicada à Economia Verde, que será liderada por uma cientista, Suzana Kahn – sendo o Rio o primeiro Estado brasileiro a fazê-lo.

 

“Se conseguirmos estabelecer um modelo de governança ambiental, que possa ser replicado em todo o Brasil, podemos mostrar que é possível ter o meio ambiente como indutor de desenvolvimento e não como um impeditivo”, disse ontem Kahn à imprensa brasileira.

 

Explica a Valor brasileira que Economia Verde é um tema que está na moda, hoje, em todo o mundo. Na próxima segunda-feira, em Nairóbi, no Quénia, o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) vai lançar o primeiro estudo sobre o tema.

 

Aliás, no próximo ano, também a Rio+20 – megaevento que celebrará os 20 anos da Eco-92, a famosa conferência da ONU que desenvolveu as convenções do Clima e da Biodiversidade – irá produzir um documento sobre a economia verde.

 

“Fala-se muito disto e não podemos perder esta oportunidade da história. O Brasil precisa de escolher o que quer ser neste cenário: protagonista, coadjuvante ou atropelado pelos outros”, explica Suzana Kahn.

 

Qual o papel desta secretaria? Promover joint-ventures entre empresas e transformar o Rio num pólo de tecnologias limpas; desenvolver pás de torres eólicas com o design mais adequado; produzir painéis solares em vez de os importar. E a criação de um mercado de carbono, inspirado no formato europeu.

 

Caso esta secretaria consiga trabalhar com a liberdade suficiente para fazer acontecer, o Rio de Janeiro poderá mesmo ser um caso de estudo do desenvolvimento sustentável.


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