22 de Março de 2011
Por José Manuel Costa

É talvez o dado mais impressionante do especial que o Financial Times dedica, hoje, a Barcelona. A cidade catalã arrecada, por ano, 2,5 mil milhões de euros só nas conferências realizadas no seu principal centro de exposições, a Fira.

 

Ao todo, são 80 feiras sectoriais que se realizam, todos os anos, na Fira. Destes 2,5 mil milhões de euros – o valor foi calculado pela Iese, a escola de negócios de Barcelona –, quase 40% são gastos pelos visitantes e expositores na sua estadia em Barcelona, por isso não é anormal ver os hotéis do centro cheios, assim como os restaurantes e bares.

 

“Usamos a marca Barcelona, que é bastante forte”, explica Agustín Cordón Barrenechea, CEO da Fira.

 

Para além de proporcionar negócio aos hotéis e indústria de lazer da cidade, a Fira trabalha directamente com outras infra-estruturas de Barcelona, como o porto, que será essencial na próxima feira dos fornecedores de máquinas para o sector têxtil, em Setembro próximo.

 

Deste especial sobre Barcelona – que recomendo – sugiro outros dois artigos. Um sobre como a indústria automóvel da região se transformou nos últimos dois anos, estando agora focalizada no desenvolvimento de tecnologias verdes para carros eléctricos e híbridos.

 

Um terceiro artigo – fantástico – explica como a cidade soube aproveitar o balanço dos Jogos Olímpicos de 1992 para se tornar no paradigma do urbanismo ligado ao design. Barcelona regenerou-se, quase que se redesenhou, mas nem isso explica, na totalidade, o seu ressurgimento cultural.

 

A resposta pode ser encontrada nos trabalho de Gaudí e do visionário Ildefons Cerdà, que planeou a cidade e conseguiu acomodar, no centro da cidade, uma mistura social inexistente, por exemplo, nos centros de Londres, Paris, Berlim e Nova Iorque, onde quem tem menos posses é obrigado a fugir para as fronteiras da cidade.

 

Em Barcelona, a riqueza da mistura social continua a permanecer nas artérias centrais, mantendo a cidade viva qualquer que seja a fase económica ou social que esta enfrente.

 

Finalmente, o jornalista Edwin Heathcote destaca o poder do espaço público em Barcelona. É uma das grandes armas de Barcelona, o facto de ser uma cidade feita para os seus cidadãos.

 

Se não podemos todos viver em Barcelona, pelo menos que a cidade catalã seja um case study, em termos de planeamento urbano, para as futuras megacidades que estão ao virar da esquina. E para outras, por vezes tão perto.


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