11 de Abril de 2011
Por José Manuel Costa

 

Parece que as presidenciais norte-americanas que elegeram Barack Obama foram ontem, mas a verdade é que é já amanhã – Novembro de 2012 – que o presidente norte-americano tentará ser reeleito.

 

A reeleição será mais complicada que a eleição. Para além das mudanças no colégio eleitoral, que retirou votos aos Estados democratas e realocou-os nos Estados onde os republicanos têm, normalmente, bons resultados – mas também nos chamados Swing States – a presidência de Obama não tem sido consensual.

 

Como já tive oportunidade de escrever aqui, Obama teve um início muito difícil enquanto presidente norte-americano, fruto não só da recessão económica que herdou de Bush mas também, ironicamente, das altíssimas expectativas que estavam criadas à sua volta.

 

Vacilou, por exemplo, na Conferência de Copenhaga, não conseguindo convencer os norte-americanos da necessidade de um acordo climático vinculativo nem motivar os restantes países para esta questão.

 

À parte das análises a um mandato que ainda não acabou – e, quando acabar, cá estarei para o fazer – Barack Obama já anunciou que irá recandidatar-se à presidência dos Estados Unidos, e logo com um vídeo onde não aparece uma única vez.

 

Inspirado pelo movimento de bases que tão bons resultados lhe deu em 2008, e com o slogan “It Begins With Us”, Obama escolheu o YouTube para o kick-off da sua campanha.

 

Nada mais coerente para quem diz que “a política em que acredito não começa com anúncios de TV que custam balúrdios ou extravagâncias, mas convosco – com pessoas que se organizam bairro a bairro, que falam com os seus vizinhos, colegas de trabalho ou amigos”.

 

E a coerência, na política e não só, vale muito.

 

Obama, recorde-se, foi o primeiro líder mundial a submeter-se às perguntas dos utilizadores do YouTube, numa entrevista exclusiva publicada pelo site de visionamento e partilha de vídeos e que foi a primeira de uma série de 55 entrevistas com líderes mundiais.

 

A campanha do presidente norte-americano será, assim, muito alicerçada nas redes sociais, com o Facebook, Twitter e YouTube como pontas de lança da promoção da sua agenda junto dos norte-americanos. E o partido republicano, o que fará?

 

PS: Será interessante ver qual a importância que os partidos portugueses darão, nestas eleições, às redes sociais.

 

PS2: Entretanto, o Google anunciou que o seu co-fundador, Larry Page, será o primeiro director de social media, uma área que passará a ser prioritária para o gigante norte-americano. Só agora, Google?

 

 


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