10 de Maio de 2011
Por José Manuel Costa

Lançado em 2010 pela Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, o projecto Prove é uma rede online de produtores agrícolas locais que vende os hortícolas directamente ao consumidor.

 

O projecto – que significa Promover e Vender – foi lançado para viabilizar o negócio a agricultores com menos capacidade de entrada nos grandes mercados de revenda. Ao colocar o agricultor – que produz mas tem dificuldade em vender – a falar directamente com o consumidor, a Prove está não só a promover o emprego e desenvolvimento rural, mas também a permitir aos 900 consumidores a que o projecto chega, todas as semanas, uma alternativa.

 

Em Fevereiro, a Prove foi mesmo reconhecida como o projecto do mês para a Rede Europeia de Desenvolvimento Rural, que destacou a estratégia de cooperação permitida pelo projecto.

 

Estamos hoje tão rodeados de informação que não é difícil encontrarmos bons exemplos de projectos que fintam a crise e que, mais que não seja, conseguem injectar alguma confiança nos portugueses. O Prove é um deles, mas há mais.

 

Assim de repente, vejo bicicletas a mudar a vida a milhares de habitantes  de Rivas, na Nicarágua, um País dizimado por anos e anos de guerra civil; leio que em Ceará, no Brasil, uma empresa de energia está a promover a troca de lixo por dinheiro, um projecto lançado para acabar com o furto de electricidade por parte de algumas famílias mais carenciadas; e em Espanha, um grupo de mulheres desempregadas juntou-se para cultivar terras não aproveitadas. E poderia continuar com a lista de boas ideias que li ou vi nas últimas horas.

 

Não é fácil alhearmo-nos da nossa própria situação e pensar em empreendedorismo, inovação, estratégias win-win. Por isso, as boas ideias são tão difíceis de desenvolver e executar, e tão caras – mas precisas – à sociedade.

 

As boas ideias não só ajudam a mudar as mentalidades como resolvem problemas de negócio. E podem, muitas vezes, ser recicladas, reaproveitadas por outras indústrias ou noutras geografias.

 

Continuo, por isso, a defender a importância da partilha de informação, do conhecimento e das boas ideias, dos projectos comunitários e de inclusão  social.

 

Apesar de tudo o que se passou neste primeiro trimestre, em Portugal e não só, continuo a ver 2011 como o ano ideal para começarmos a mudar a nossa mentalidade. Sairmos da nossa zona de conforto é só o início.

 

*Artigo publicado no Imagens de Marca


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