13 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Ontem, o Menos Um Carro contou-nos a história de David Herbert, um gestor de tecnologias de informação que gasta perto de seis horas, num dia bom, no trânsito. Herbert vive perto de Olympia, no estado de Washington, e trabalha em Seattle. E tem um dia-a-dia, no mínimo, invulgar.

 

Hebert, de 44 anos, sai de casa às 4h15 da manhã, no seu carro, a caminho da estação de Tacoma – aproximadamente 70 quilómetros. Lá, apanha o comboio das 5h35 para King Street Station, em Seattle, onde entra num autocarro para os últimos 20 minutos do percurso.

 

Às 7h já se encontra à secretária, onde ficará durante oito horas – seguidas – e sai do escritório às 3h, para apanhar um comboio de volta a Tacoma –  recorde-se que o seu automóvel ainda lá está. Depois, o regresso a casa, onde chega por volta das 18h.

 

Depois de passar 5h30 no trânsito, o que sobra na vida de David Herbert? E porque razão este profissional passa tanto tempo da sua vida a ir – ou voltar – para o local de trabalho? “Vivo perto de uma reserva federal de vida selvagem e as escolas são muito boas. Não interessa onde trabalho, viverei aqui para sempre”, explicou Herbert ao WSJ.

 

Parece-me óbvio que David Herbert não poderá continuar muito mais tempo com esta rotina. Mas quais as alternativas?

 

Esta insustentabilidade do dia-a-dia de Herbert, infelizmente, não é um caso pontual. Por todo o mundo, multiplicam-se os casos de pessoas que passam várias horas por dia no trânsito.

 

O mais chocante do artigo do Menos Um Carro, porém, é a afirmação de Alan Pisarki, autor do livro Communting in America. “Dantes lia que uma pessoa vivia em Los Angeles e trabalhava em São Francisco e assumia que era uma gralha. Hoje não podemos ter a certeza”, explicou. Los Angeles e São  Francisco estão separados por 550 quilómetros.

 

O tempo passado no trânsito é cada vez mais um problema que precisa de uma rápida resolução, sob pena de permanentes sequelas na economia de uma cidade e saúde dos seus cidadãos.

Muitas empresas apostam no teletrabalho – as que podem e têm uma abertura suficiente –, e há centenas de cidades, em todo o mundo, a reforçar a sua estratégia de transportes públicos, planeamento e reabilitação urbana e rejuvenescimento residencial dos centros históricos.

 

Mas é preciso mais. Mais inovação e uma outra abordagem – mais pragmática – a um dos grandes desafios globais. Recorde que, em 2050, 6,2 mil milhões de pessoas viverão nas cidades. Nas verdadeiras megacidades que então existirão.

 

Voltando à pergunta inicial: como podemos resolver o problema do chamado “commuting”? Qual a solução? Onde podemos inovar? Como podemos tornar as nossas cidades mais saudáveis, economicamente fortes e habitáveis? Podemos lutar contra a nossa vida insustentável?

 

Uma resposta estruturada e sustentável a estas questões seria candidata a Prémio Nobel. Nos Green Project Awards, os prémios da sustentabilidade e cujos vencedores da quarta edição apresentamos no próximo dia 15 de Setembro, na Culturgest, não ambicionamos a tanto (por agora).

 

Queremos, porém, promover a inovação na sustentabilidade, premiar e reconhecer as melhores práticas em projectos que contribuem para o desenvolvimento sustentável. E pela amostra dos anos anteriores, tenho a certeza que o GPA 2011 nos trará grandes ideias, propostas de futuro e vai levar-nos a respostas sustentáveis.

 

Ainda se pode inscrever para assistir à cerimónia de entrega de prémios do GPA 2011. Saiba como. E, até lá, fique com esta fantástica notícia de inovação sustentável.


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