21 de Setembro de 2011
Por José Manuel Costa

Vik Muniz é um grande conversador e um extraordinário artista plástico, daqueles que nos levam a não perder os primeiros dias das suas exposições, sob pena de sentir inveja dos que o fazem.

 

Aconselho, por isso, a que não percam os primeiros dias da exposição do artista plástico paulista – mas há muitos anos radicado em Nova Iorque -, que arranca hoje, pelas 19h30, no Museu Colecção Berardo, em Lisboa.

 

Sigo o trabalho de Vik Muniz há muitos anos e foi com grande entusiasmo que o recebemos, há uma semana, na cerimónia de entrega dos Green Project Awards 2011. Foi impressionante ver a grande empatia de Vik com os convidados presentes na Culturgest - julgo, também, que o artista consegue passar toda a simplicidade e genuinidade para os seus trabalhos.

 

A exposição contará com mais de 100 trabalhos, desde os anos 80 aos nossos dias, e estará patente até 31 de Dezembro. É uma exposição que já passou pelo MoMA ou pelo Miami Fine Arts Museum, e que só no Brasil conseguiu mais de 300 mil visitantes, entre Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Como é sabido, Vik utiliza várias técnicas e materiais, digamos, invulgares: leite condensado, chocolate líquido, molho de tomate, açúcar, gel de cabelo ou terra. Também esta será uma mais-valia da exposição.

 

E depois, claro, há também o lixo. O filme Lixo Extraordinário – que estreou há uns meses em Portugal –, foi um dos mais aclamados documentários do ano, tendo sido um dos cinco nomeados para um Óscar nesta categoria. Nele, Vik aproveita o material reciclável de Jardim Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do Mundo, para utilizar nos seus trabalhos.

 

Agora que o Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, vai ser desactivado, e o bairro – espera-se – transformado numa zona sustentável, o filme permanecerá para sempre como o retrato de uma situação insustentável. Ou, como lhe chamou Carlos Minc, “um caso de agressão, humilhação e degradação humana e ambiental”.

 

No GPA, Vik explicou que, enquanto artista plástico, passava “mais de metade” do seu tempo a “pensar na sustentabilidade como um assunto pessoal”. “Nós somos treinados para não ver o lixo. Como artista plástico, pareceu-me muito interessante trabalhá-lo”, afirmou então. Pode comprová-lo, até ao final do ano, no Museu Berardo.


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