4 de Outubro de 2011
Por José Manuel Costa

Há uns dias, escrevi no Imagens de Marca que nos últimos anos se multiplicaram, um pouco por todo o mundo, as campanhas contra a exclusão social – e que ao longo deste tempo as palavras foram mais fortes e impactantes que as acções, que a realidade.

 

Não estava nada combinado – garanto – mas o líder do Partido Verde francês, Brice Lalonde, defendeu a mesma ideia no 4º Seminário Internacional Sustentável, que decorreu no final da última semana no Rio de Janeiro.

 

“As novas conferências tentam levar as pessoas a mudarem os seus comportamentos. Mas não precisamos de esperar que caia algo do Céu numa conferência. É preciso começar a agir, criar esquemas de acções”, explicou.

 

Lalonde defende que é a sociedade civil e os empresários – não necessariamente por esta ordem – quem deve dar o exemplo, tomando a dianteira das acções – reais e palpáveis – sustentáveis.

 

Ironicamente, Lalonde deixou uma leve crítica às conferências… numa conferência. Mas isso não muda a forma com ele, um ex-activista da Greenpeace e ex-ministro do Ambiente francês, vê o nosso dia-a-dia sustentável.

 

Gostei sobretudo da forma como o ambientalista colocou a questão da mudança de mentalidades, num plano temporal. “Em 1972, aquando da primeira conferência do UNEP (Programa Ambiental das Nações Unidas), em Estocolmo, nem imaginávamos que iria existir a internet. Na cimeira do Rio, em 1992, estava a começar. Hoje é uma realidade e temos de utilizar esta ferramenta para colocar as pessoas do nosso lado”, revelou.

 

“Mas não basta negociar tratados, é preciso agir para dar exemplos. E acho que este é um papel do Brasil (na Cimeira Rio+20), que é o de ser líder”, continuou, passando logo ao ataque (para uma plateia composta por empresários que pertencem ao CEBDS, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.)

 

“A comunidade empresarial tem uma grande oportunidade e responsabilidade também. Pode ser um pouco lento, mas será mais fácil para vocês entrarem na economia verde. Adoptem acções e incentivem os vossos fornecedores e clientes. Peçam ajuda ao Governo para que possam tomar as melhores decisões. Precisamos de casos de sucesso”, concluiu.

 

Um discurso lúcido e realista, sem dúvida, que critica as conferências e encontros fantoche e que apela à economia verde. No Rio+20, é a sério, não há tempo para surpresas de última hora. E o Brasil, como bem avisou Lalonde, tem um papel preponderante na liderança da revolução sustentável. E eu acredito – e muito – que fará um excelente trabalho.


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