8 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa

(*) artigo publicado no Imagens de Marca

 

Em 2012, o orçamento do Ministério da Saúde irá sofrer um corte superior a 800 milhões de euros. Destes, 600 milhões serão relativos ao Serviço Nacional de saúde.

 

Os portugueses não tomaram directamente esta decisão, ainda que tenhamos sido nós que estivemos na génese da sua inevitabilidade. Agora, e numa altura em que os constrangimentos económicos e financeiros nacionais obrigam o Estado a tomar decisões difíceis no que diz respeito a esta área, há que mudar de estratégia. E efectivar a mudança de mentalidades.

 

Como tenho defendido várias vezes, a sensibilização e prevenção dos estilos de vida pouco saudáveis é, cada vez mais, parte da solução para a sustentabilidade do sector da saúde e bem-estar. É essa, também, uma das conclusões do Edelman Health Barometer 2011, estudo internacional que avalia atitudes e tendências nas áreas da saúde e bem-estar.

 

O estudo, desenvolvido pela Edelman, consultora global de PR e Public Engagement – da qual a GCI é afiliada – inquiriu 15 mil pessoas de 12 países. Ainda que Portugal não faça parte desta lista, as conclusões são demasiado interessantes para serem ignoradas.

 

Fiquei surpreendido, por exemplo, pelo facto de um terço dos inquiridos (31%), sobretudo os que têm estilos de vida saudáveis, admitir que se distancia dos amigos com maus hábitos de saúde. Há um verdadeiro ciclo virtuoso de hábitos saudáveis – uma espécie de círculo social de bem-estar –, que tem uma influência nas nossas redes de amizade e convívios sociais.

 

Metade dos questionados que já tentou mudar para um estilo de vida mais saudável… falhou – dos 62% que admitiram fazê-lo. É uma percentagem enorme e tem de ser alterada. Cabe às empresas, marcas e instituições ajudarem-nos a melhorar. A solução está na prevenção, na sensibilização. Numa atitude individual que nos leve a adoptar um estilo de vida saudável. E aqui, explica o estudo, seremos sempre influenciados pela família e amigos. E pelos profissionais de saúde.

 

Dos inquiridos que tentaram mudar – e não conseguiram –, 30% voltou ao antigo comportamento devido ao prazer que este lhe dava (dá); 20% fê-lo porque admite uma dependência; 18% porque não viu resultados imediatos; 16% deixou de se preocupar com a razão principal para… mudar de vida. São dados que reforçam a importância de uma mudança de mentalidades.

 

Uma das áreas mais importantes das PR, o digital, não ficou de fora do estudo. E os resultados são promissores: 51% dos inquiridos afirma que utiliza as fontes digitais – como as redes sociais – quando tem de tomar decisões sobre a sua saúde. E apesar de apenas 20% dos questionados revelar que utiliza regularmente dispositivos ou aparelhos para acompanhar o seu dia-a-dia saudável, a verdade é que 68% destes admitiu que estes já o ajudaram a melhorar o seu bem-estar. Esta percentagem sobe para os 74% quando falamos de jovens entre os 18 e os 30 anos.

 

O estudo revela, por outro lado, que os interesses comerciais não são vistos como negativos para a credibilidade de uma informação. Em 5/6 dos casos, as farmacêuticas são vistas como fontes credíveis – pela seu know how e experiência – para informações relacionadas com saúde e bem-estar.

 

Por fim, uma grande conclusão, daquelas que devemos guardar para memória futura: para 80% dos questionados, ser saudável é mais do que não ter doenças. Há toda uma expectativa que as empresas, marcas, empregadores, inovadores, outras instituições – ou mesmo as fontes de informação – nos ajudem, cidadãos, a mudarmos o nosso comportamento e ter um estilo de vida mais saudável. E, desta forma, ajudar outros a fazê-lo.


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