26 de Novembro de 2011
Por José Manuel Costa
A pouco mais de 200 dias do início da conferência, o Rio+20 já não sai das conversas dos cariocas.

Na quarta-feira, uma chuva de estrelas de decisores encontrou-se para debater o que será a conferência. Para o secretário-geral do Rio+20, Sha Zukang, os três passos fundamentais para passarmos da teoria para a prática nas acções globais da sustentabilidade são a integração, a implementação e a coerência.

O diplomata chinês, que também é responsável, nas Nações Unidas, pelos pelouros económicos e sociais, explicou que as duas últimas décadas – desde a primeira conferência do Rio – foram marcadas por um rápido desenvolvimento económico, à primeira vista elogiável, mas que acabou por levar a uma maior desigualdade entre os ricos e os pobres e à destruição do ambiente.

Zukang relembrou que muitas das decisões tomadas pelos líderes no Rio 92 e Joanesburgo 2002 nunca chegaram a ser tomadas. Há, por isso, que implementá-las, garantir a integração do desenvolvimento sustentável nas decisões mais relevante do dia-a-dia das empresas e Governos.

Finalmente, há que ser coerente. Porque se não tivermos mecanismos ou instituições, a nível global, nacional ou regional, para pôr em prática estas decisões, elas tornam-se irrelevantes. “O desenvolvimento económico tem um início, mas não tem fim”, explicou o diplomata.

Há também que evitar imposições de modelo único de desenvolvimento, a criação de novas formas de proteccionismo verde ou estabelecer o controlo corporativo da natureza.

Segundo Zakung, virão ao Rio+20 mais 20 chefes de Estado que no Rio 92. De preferência, todos os 190. De resto, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também já adiantou que vai organizar um encontro colaborativo entre autarcas de outras cidades importantes do globo, como Londres, Paris ou Nova Iorque, para discutir a sustentabilidade, protecção ambiental e erradicação da pobreza. Gostava que Lisboa também estivesse neste debate.

É por isso que, para mim, o Rio+20 será mais importante que o pomposo nome ou a Histórica o fazem. O encontro está a ser trabalhado como um verdadeiro agregador da sustentabilidade, um chapéu de chuva que alberga, durante vários meses, vários tipos de debate, com diferentes protagonistas e que defendem outras tantas indústrias e interesses.

Para já, ficaram duas boas notícias. Em 2012 circularão menos veículos poluentes, no Rio, que em 1992. E, finalmente, Jardim Gramacho estará finalmente encerrado (o que levará, assim, Vik Muniz a procurar a criatividade noutro local).

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