6 de Janeiro de 2012
Por José Manuel Costa

*Artigo publicado no Imagens de Marca

 

Nos últimos dois anos, muitos governantes e empresários – nos quais me incluo – têm defendido a criação do chamado triângulo Portugal, Brasil, Angola, uma ponte estratégica que une três continentes em diferentes fases do desenvolvimento.

 

Muitas destas estratégias, infelizmente, não passaram de intenções. Outras, porém, são já uma realidade e uma montra efectiva para as empresas portuguesas.


Uma delas é o Green Project Awards (GPA) Brasil, cuja primeira edição foi apresentada na última quinta-feira, no Rio de Janeiro, pela GCI e pelo Instituto Nacional de Tecnologia do Brasil. O GPA, recorde-se, foi lançado em 2008 em Portugal, pela GCI, APA e Quercus.

 

Nos próximos quatro anos, o Brasil será o palco de um Mundial de futebol e Jogos Olímpicos, dois eventos que vão mudar a face das principais cidades brasileiras, sobretudo do Rio de Janeiro, e estão a ser utilizados como eixos fundamentais da revolução sustentável do País.

 

Nos últimos meses, nas minhas constantes viagens ao Rio de Janeiro e São Paulo, dei-me conta da paixão brasileira pelos temas relacionados com o desenvolvimento sustentável. Isto, é certo, apesar de o País se encontrar numa etapa diferente da sustentabilidade, em relação, por exemplo, a Portugal.

 

O activista ambiental – e político – Carlos Minc disse mesmo há uns meses que o Brasil estava 15 anos atrasado, em relação a Portugal, em áreas como o saneamento e os resíduos, tendo mesmo garantido que a experiência das empresas portuguesas nestes campos poderá ser essencial neste rápido desenvolvimento.

 

Por todos estes motivos, o GPA Brasil vai ter um importante papel na discussão sobre o desenvolvimento sustentável brasileiro, assumindo-se – ao contrário da edição portuguesa – como um movimento.

 

O GPA Brasil vai ajudar Portugal – e as empresas portuguesas – a exportar conhecimento e projectos para o mercado brasileiro, vai fazer a ponte entre os dois países. E vai colocar Portugal na rota do desenvolvimento sustentável do Brasil, na rota do Mundial de futebol, dos Jogos Olímpicos, do importante Rio+20, e da revolução ligada às cidades sustentáveis.

 

O projecto conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério do Meio Ambiente brasileiros, o que prova o entusiasmo – que eu próprio presenciei in loco – dos decisores brasileiros neste movimento.

 

Por experiência própria, sei que a envolvência destes stakeholders é essencial para a mudança de mentalidades. E para ajudar a tornar este sonho – a internacionalização do GPA – cada vez mais uma realidade.


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