2 de Março de 2012
Por José Manuel Costa

Depois de uma década de estabilização económica e aposta nos grandes projectos públicos, o Governo angolano está agora a relançar as pequenas e médias empresas como o motor da economia. A conclusão é do Jornal de Negócios, num suplemento publicado esta semana e dedicado a Angola.

 

É verdade. Angola quer agora reduzir a dependência das receitas do petróleo, incentivando o investimento noutros sectores produtivos. E a aposta está ganha. O sector não petrolífero cresceu 7,7% em 2011, esperando-se que continue a crescer este ano, agora a dois dígitos: 11,5%.

 

Em 2012, o PIB angolano deverá crescer 12,8%. A economia já ultrapassou o pequeno abrandamento provocado pela crise global e assume-se agora como a mais pujante economia africana.

 

É inegável – e o Negócios afirma-o – que esta dessincronização de ciclos entre Portugal e Angola é uma oportunidade para reforçar os laços bilaterais entre Luanda e Lisboa. Investir ou exportar para Angola vai permitir às empresas portuguesas contrariar o impacto negativo da recessão no nosso País.

 

Mas é necessária estratégia, palavra tantas vezes esquecida nestes processos. Anteontem, o CEO da Siemens para a área de Cidades & Infra-estruturas, Roland Busch, explicou ao Green Savers que as cidades de países em desenvolvimento, como Luanda, têm uma grande oportunidade em mãos: saltar por cima das soluções desenvolvidas na era industrial e pós-industrial e passar directamente para as soluções do século XXI.

 

Busch falava, sobretudo, de sustentabilidade urbana. Angola sabe-o, por isso tem na agricultura, infra-estruturas e energias renováveis três das suas grandes apostas a médio e longo prazo. Creio que esta aposta se irá sentir bastante nos próximos tempos.

 

Depois há ainda a oportunidade de trazemos o Brasil e Moçambique, por exemplo, para esta equação. São destinos naturais e desejáveis.

 

O Negócios segue o guião das “imensas oportunidades de negócio” no mercado angolano. Outra verdade, mas sem El-doradismos, como já por várias vezes escrevi por aqui.

 

PS: A Uanda comemora este mês dois anos de actividade. Para mais informações sobre a nossa consultora em Angola envie um e-mail para a Dina Cortinhas (dina.cortinhas@uanda.co.ao)


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