18 de Novembro de 2008
Por José Manuel Costa

Sempre que em Portugal se pensa em grande obra pública – tipo obra de arte (ponte), tipo construção de uma nova linha de comboio ou nova auto-estrada, tipo um grande hospital que combine várias valências, ou outro investimento de vulto – uma franja da população insurge-se contra o projecto.

 

 

Chega a insurgir-se mesmo quando ainda não sabe quais os reais objectivos.

 

 

Está a ser assim com algumas das grandes obras públicas que estão no calendário governativo. Seria assim mesmo que uma parte do mundo não estivesse em crise.

 

 

Do meu ponto de vista, o País necessita da alta velocidade e uma nova obra de arte em Lisboa – entre ela em túnel ou em altura – poderá ser a solução para muitas questões ligadas ao tráfego ou mesmo ao ambiente.

 

 

Mas, não é de polémicas que quero falar. Antes quero felicitar as empresas que se dedicam à Inovação e que a partir de hoje se mostram na FIL.

 

 

Numa mostra daquilo que de melhor se faz no País ao nível da Inovação, este certame tem no mesmo espaço empresas ou entidades que têm para além dos seus objectivos estratégicos o objectivo de levar o nome de Portugal além fronteiras.

 

 

Uma aposta que está a sair vencedora, e que já começa a ter frutos. Ou seja, à cortiça, ao vinho e a outros bens, Portugal junta à exportação de cérebros, a exportação de projectos inovadores criados por portugueses, que assim contribuem para que o País envie para o exterior mais bens e serviços tecnológicos do que aqueles que recebe.
 


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Por José Manuel Costa

O título deste post poderá parecer um pouco mercantil. Não é essa a intenção! É sim a forma que encontro para definir o resultado de um estudo efectuado pela Comissão Europeia. Diz o estudo que os jovens portugueses são os europeus mais interessados em notícias relacionadas à Ciência e Tecnologia e os menos interessados em seguir notícias sobre Política. 

 

Com estes dados, e tendo em conta a amostra de entrevistados com idades entre 15 e 25 anos, creio que Portugal poderá ter razões para sorrir. A tendência para outras áreas que não a das Ciências poderá estar a chegar ao fim. Será que vamos mesmo conseguir posicionar Portugal como grande exportador de cérebros?

 

Claro!
 


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