Dizem que o sucesso do mais recente fenómeno da comunicação digital reside na sua simplicidade. De facto, o Twitter parece obedecer à lógica do mínimo esforço possível. Ou melhor, do mínimo de escrita possível…
O Museum of Modern Art de Nova Iorque dedica o mês de Outubro a vários artistas. Do vasto programa destaca-se poesia dedicada a van Gogh e uma exposição de fotografia da autoria de Josephine Meckseper e Mikhael Subotzky. Até aqui nada de novo. É isto que se espera de um espaço dedicado à arte: dar a conhecer essa mesma arte. Mas, ao percorrer a newsletter do MoMA deparei com o convite para assistir à montagem da mostra dos trabalhos assinados quer pelo fotógrafo alemão, quer pelo sul-africano.
Através de vídeo no YouTube, que proporciona uma visita guiada pela curadora da mostra, Roxana Marcoci, o MoMa justifica uma vez mais o porquê de ser um dos principais museus de Arte Moderna do Mundo. Simultaneamente, e ao utilizar um site, permite que a cultura passe a estar acessível a todos.
Barack Obama deu a conhecer a sua escolha para candidato à vice-presidência dos Estados Unidos da América através de SMS, ou mensagem recebida via telemóvel.
Naquela que é já considerada a melhor campanha política de sempre, Barack Obama, ou melhor, David Plouffe, director da campanha presidencial, está a saber gerir, como ninguém até hoje havia ousado, uma estratégia de comunicação com meios ainda não convencionais.
Num claro recurso a plataformas de comunicação como o SMS, o MMS, o YouTube, os blogs, a eleição do 44.º presidente dos Estados Unidos da América, que ocorrerá no Outono, é já e por si só uma vitória. Uma vitória da comunicação e da forma como chegar mais perto do eleitorado.
Sem tomar partido por Democratas ou Republicanos, a verdade é que a decisão de trocar o formato conferência de imprensa ou discurso televisivo pelo envio de e-mail, SMS ou MMS, para apoiantes e simpatizantes permite não só gerar buzz como engrossar a mailing list para futuros envios de mensagens.
No caso de Obama, o poder do digital tem também permitido que o candidato Democrata seja o campeão da recolha de fundos através, exactamente, da Internet.
Quando um candidato dá “luz verde” ao seu director de campanha – no caso David Plouffe – para enviar um e-mail aos apoiantes, para que estes saibam em “primeira-mão” o nome do candidato a vice-presidente dos Estados Unidos da América, e a convidá-los a remeter esse mesmo e-mail para amigos está a fazer História. Está a demonstrar o poder do digital, a força do “passa palavra” e, sobretudo, a permitir que o receptor sinta que é único, que tem poder. Uma autoridade que vai para além do voto que deposita na urna. Está a inaugurar um novo ciclo na forma de comunicar e fazer política.
Agora que Obama já disse formalmente “Sim” ao convite para ser candidato à Casa Branca que fórmulas irão ser eleitas para comunicar outros desafios e outras decisões?