5 de Junho de 2009
Por José Manuel Costa

Embora possa ser suspeito, tenho a certeza que os quase 130 convidados que assistiram à apresentação de David Brain, presidente da Edelman Europa, na passada Quarta-feira, puderam retirar importantes ensinamentos sobre o papel das PR nas estratégias das empresas e das organizações no mundo actual.

 
Brain dirigiu-se aos vários públicos presentes, entre gestores, empresários consultores de comunicação e jornalistas, tendo tido a preocupação de explicar a evolução das PR nos últimos anos, assim como a alteração de paradigmas, o que nem sempre é compreendido e assimilado pelos vários intervenientes do mercado.
 
Brain esteve em Lisboa no âmbito do 15º Aniversário do Grupo GCI e, como tal, gostaria de relembrar aqui algumas das suas principais mensagens: 
  1. As regras do novo paradigma das PR? Não há regras; Pragmatismo e Ambiguidade; Flexibilidade organizacional; Escrutínio e erro.
  2. Os próximos anos na área das PR é uma "land of opportunities"
  3. Neste novo paradigma das PR, por vezes as grandes soluções estão na simplicidade e nas pessoas.
  4. Os profissionais das PR têm a missão de interpretar o novo paradigma e pô-lo ao serviço das empresas e organizações
  5. O novo paradigma das PR potencia novas estratégias de comunicação e oportunidades de negócio.
  6. As PR terão que assimilar o paradigma da esfera da informação cruzada, porque só assim estarão à altura dos desafios comunicacionais.
  7. O paradigma da pirâmide (anos 80 e 90) evoluiu para o paradigma da esfera de informação cruzada
  8. Para as empresas que conseguirem tirar partido da social media, poderão criar canais de comunicação directos com os consumidores.
  9. A social media pode potenciar a crítica ou a defesa das próprias empresas e organizações por parte de todos os cidadãos.
  10. Isolar e esconder informação é algo que pertence ao passado.
  11. Este é talvez um melhor período para se trabalhar nas PR, desde que os seus profissionais conheçam os novos paradigmas.
  12. Hoje, cada pessoa tem a capacidade para gerar um enorme fluxo de informação contra uma empresa ou organização.
  13. Em 1994, quando alguém queria fazer uma crítica as empresas, os PR só tinham que se preocupar com uma possível carta.
  14. A social media deu mais poder ao consumidor, mas por vezes as empresas não estão preparadas para lidar com esse facto.
  15. As infinitas capacidades de busca na Internet, dão respostas como nunca dantes visto.
  16. Qualquer empresa, seja de que ramo for, pode tornar-se uma empresa de comunicação.
  17. Brain vê a social media com um grande potencial de crescimento.
  18. A informação dispersa-se por meios como o Twitter, Facebook, Youtube, Wikipedia, entre outros.
  19. Há tempos uma novidade, a social media é actualmente "mainstream".
  20. "Search is king", lê-se num dos slides de Brain, referindo-se ao Google.
  21. O e-mail está a tornar-se uma ferramente mais obsoleta em termos de comunicação.
  22. "A informação em 2009 é dispersa".
  23. Nos dias de hoje, toda a gente sabe tudo de toda a gente.
  24. O "controlo da mensagem" é um conceito associado aos anos 80 e 90.
  25.  As primeiras gerações do digital estão a chegar, porque foram aquelas que nasceram nos anos 90.  
  26.  


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4 de Maio de 2009
Por José Manuel Costa

 

É com bastante prazer, mas também com muito orgulho, que vejo o Grupo GCI a comemorar o seu 15ºAniversário, através de várias iniciativas que se irão prolongar ao longo de um ano.
 
É uma idade importante, que revela maturidade de um projecto que fundei e que deste então cresceu e evoluiu, para se tornar na primeira “PR Agency” em Portugal. Por isso, digo hoje com toda a confiança que a GCI é uma empresa única pelas suas características e uma referência para os vários stakeholders do mercado.
 
Para tal, têm contribuído os seus quadros de enorme valor, que diariamente têm colocado as suas ideias e profissionalismo ao serviço da excelência e da inovação. Não poderia também deixar de referir a parceria com a Edelman, que veio introduzir uma perspectiva mais global e sofisticada das “PR” no âmbito do nosso Grupo.
 
Mas, quanto ao percurso da GCI vou, para já, ficar-me por aqui, sendo que voltarei a falar sobre o mesmo mais tarde.
 
Neste momento, gostaria de dizer que é já a partir desta Quarta-feira que se realiza o primeiro de quatro debates que pretendem assinalar o 15º Aniversário do Grupo GCI.
 
Sob o tema “15 Anos - Rewind and Forward”, o objectivo destes encontros será analisar a evolução da comunicação em Portugal em todas as suas vertentes. Pretendemos também antecipar de como serão os próximos 15 anos e o que mudará no futuro na área das “PR”.
 
Para isso, teremos que analisar a comunicação de forma integrada e sob diferentes perspectivas. Assim, vamos ter quatro temas centrais: Comunicação, Social Engagement, Media e Sustentabilidade.
 
Entretanto, ao longo das próximas semanas surgirão aqui neste espaço vários textos sobre o 15º Aniversário da GCI e as iniciativas em curso.
 

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1 de Abril de 2009
Por José Manuel Costa

Foi com enorme satisfação que ontem estive no pequeno auditório da Culturgest para ouvir o Professor Augusto Mateus a comentar o Edelman Trust Barometer 2009 e a enquadrá-lo na realidade nacional.

 
Relembro que o Trust Barometer, que vai já na sua décima edição, é o mais importante estudo a nível internacional de medição dos níveis de confiança das pessoas em relação às empresas, governos, media e organizações não governamentais (ONG’s).
 
O Trust Barometer 2009 foi apresentado há umas semanas por Richard Edelman em Davos. E dada a importância deste estudo e a sua pertinência na actual conjuntura, o Grupo GCI, na qualidade de afiliado da Edelman, e em parceria com a APEME, tomou a iniciativa de convidar o Professor Augusto Mateus a debruçar-se sobre o documento e a interpretá-lo à luz da realidade nacional.
 
O resultado não podia ter sido mais esclarecedor e enriquecedor. O ex-ministro da Economia não só enquadrou todo o estudo na conjuntura portuguesa, como abordou a problemática da falta de confiança na actual crise.
 
Não querendo aqui alongar-me sobre a intervenção do Professor Augusto Mateus, convido os leitores deste blogue a irem ao site do Grupo GCI e lerem mais detalhadamente as reflexões da sua apresentação.
 
No entanto, gostaria de informar que tendo em conta a relevância e a representatividade deste estudo ao nível internacional, Portugal irá juntar-se, no próximo ano, aos 20 países que, globalmente, permitem antecipar tendências e comportamentos dos principais líderes de opinião, uma vez que se trata de um inquérito realizado junto de um público informado
 
O Grupo GCI, em parceria com a APEME, será a entidade responsável por desenvolver o trabalho de inquérito em Portugal e coordenar com a Edelman a inclusão da informação recolhida para o Trust Barometer 2010.
 

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3 de Março de 2009
Por José Manuel Costa

 

Portugal passará a estar incluído na edição do Edelman Trust Barometer de 2009, parceria do Grupo GCI e APEME.

 

No decorrer de 2009, a APEME propõe-se organizar um ciclo de 3 focus groups com públicos qualificados, cidadãos com formação universitária e de rendimentos médio altos, em torno do tema: O que está a corroer a Confiança?
 
Esta investigação qualitativa vai de encontro aos resultados obtidos no Edelman Trust Barometer realizado mundialmente e que têm por objectivo compreender a quebra abrupta de confiança. Queremos fazê-lo em Portugal, onde o tema também é relevante e pertinente, com as agendas política, económica, social e cultural.
 
Com este projectos vamos preparar a edição de 2009 - a primeira em Portugal -,  contribuindo para pensar e agir, através da colaboração de todos os stakeholders sobre  o grande activo, o Capital de Confiança.
 
Recorde-se, a principal conclusão da edição de 2008 foi a  regulação como a melhor resposta para recuperar a confiança. A crise económica colocou-nos  perante novas necessidades e  reacções das pessoas, colocando-nos perante a necessidade do aumento de regulação, como resposta a uma quebra significativa da confiança nas principais instituições privadas e públicas.

 


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28 de Janeiro de 2009
Por José Manuel Costa

Richard Edelman

 

Davos, a estância suíça imortalizada na “Montanha Mágica” de Thomas Mann, acolhe desde hoje e até ao próximo Domingo mais um encontro do Fórum Económico Mundial. A participação deste ano é recorde, contando com mais de 2000 pessoas, entre as quais estão cerca de 40 chefes de Estado e de Governo, como os primeiros-ministros chinês e russo, Wen Jiabao e Vladimir Putin, respectivamente.

 

Sob o espectro da ameaça da recessão global e do já crónico “travão” imposto pelas políticas proteccionistas que teimam em persistir, Davos volta a reunir este ano representantes do mundo empresarial, institucional e político para discutirem os problemas e abordarem os desafios mundiais. Em ano de crise, tal conclave adquire ainda mais importância, seja nas apresentações das conferências ou nas conversas de corredores. 
 
Um dos presentes em Davos é Richard Edelman, director executivo da Edelman da qual o Grupo GCI é afiliada, e que apresentou esta manhã o muito aguardado "Trust Barometer 2009”, um estudo de confiança e de credibilidade empresarial e institucional que aquela consultora de comunicação e public relations já realiza há dez anos.
 
O “Trust Barometer 2009" recolheu o testemunho de 4500 “opinion leaders” de 20 países, de modo a asseverar o estado da credibilidade que os cidadãos depositam em entidades que podem ir desde organizações não governamentais a bancos ou empresas.
 
Uma das conclusões que o “Trust Barometer” deste ano revela é a queda de todos os indicadores, algo inédito no historial daquele estudo. Como revelou ao Financial Times, Neal Flieger, responsável da área de Public Affairs da Edelman, “nos anos anteriores quando uma categoria subia, outra descia. Este ano, todas descem”.
 
Perante este cenário, Flieger refere que o caminho para a recuperação da credibilidade e da confiança passa pelo facto das empresas e das instituições reconhecerem as suas responsabilidades face aos problemas do mundo.
 
Uma ideia corroborada pelo próprio Richard Edelman que, em entrevista à BBC World, exorta especificamente aos CEO’s das empresas para “não se esconderem” dos problemas das sociedades. Porque, uma das conclusões avançadas por Edelman é o facto da confiança e da credibilidade no mundo empresarial e dos negócios ter caído de forma acentuada.
 
É por esta razão que Richard Edelman antecipa o grande tema de Davos como sendo o do conceito de “responsabilidade social mútua”, no qual se verificará uma partilha de sacrifícios entre  os dirigentes das empresas e aquilo a que chama de “sector privado da diplomacia”. E deixa ainda o aviso: “As empresas que se afastem dos grandes temas sociais ou que digam que não podem dar-se ao luxo de serem sustentáveis estão a cometer um grande erro.”
 

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20 de Janeiro de 2009
Por José Manuel Costa

Este já é!
A nossa indústria chegou a Cannes e aos Clio Awards.
É o reconhecimento de um sector cada vez mais relevante!

 

 

 

Nos Clio o júri é presidido pelo meu colega e CEO da Edelman: Richard Edelman.

Parabéns à Edelman!

É …era Tempo!
 


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6 de Novembro de 2008
Por José Manuel Costa

A mudança de percepções na área da Saúde

 
No País a política da Saúde carece de atenção. Um cuidado tão grande quanto os cuidados que deverão ser ministrados a um doente que se apresenta com “quadro reservado”.
 
Se por um lado, o consumidor procura cada vez mais informação sobre “saúde” na Web ou em blogs especializados – que começam a ser vistos como fonte credível de informação na área da saúde –, por outro os portugueses ainda descuram a área da Saúde. Deste facto dá conta estudo recente elaborado pelo Instituto Ricardo Jorge, em parceria com o Instituto Nacional de Estatística e com a colaboração da Direcção-Geral da Saúde.
Aqui podemos ler que os imigrantes considerados bem integrados têm mais seguros de saúde do que os portugueses.
 
Este facto pode ser explicável com a tradição de não terem serviços nacionais de Saúde no país de origem, mas… não deixa de ser curioso que num País onde é visível o asfixiamento da área apenas 10,5 % dos nativos tenham seguro de Saúde.
 
Numa indústria em profunda mudança, tanto no seu modelo de negócio como na relação entre utentes e players, carece-se de análise e reflexão! Cabe-nos também a nós, profissionais de Marketing e Comunicação, um contributo efectivo na mudança de percepções sobre o sector da Saúde em Portugal.
 
Para nós e para a rede Edelman não é nada de novo. Estamos e temos sido parceiros nesta mudança de modelo organizacional e de negócio; entendemo-lo como oportunidades de negócio e de parceria estratégica.
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8 de Outubro de 2008
Por José Manuel Costa

Engagement Marketing”! É um dos novos chavões da comunicação, que demonstra todo o poder da interacção entre o consumidor e a marca. Revela, entre outros, confiança, transparência, interactividade, envolvimento, experiência entre ambos e começa, por isso, a fazer parte das estratégias de comunicação e a alterar hábitos.

 

Para estas alterações contribuem as novas tecnologias e a rapidez com que um consumidor satisfeito ou insatisfeito passa a palavra e é capaz de envolver emocionalmente uma comunidade.

 
Uma ideia que ficou bem patente na conferência anual da Associação Portuguesa de Anunciantes, da qual a empresa (Grupo GCI) a que presido fez parte integrante, quer nos conteúdos, organização e mediatização do evento, quer pela participação de Paul Haugen, vice-presidente executivo da Edelman Europa.
 
Especialista pelo desenvolvimento de ideias e estratégias baseadas na compreensão de factos assentes em insights e na compreensão das sociedades em que os mesmos são produzidos, Paul Haugen colocou algumas questões quanto ao futuro e deixou 4 desafios:
 
- A necessidade de tornar o consumo acessível e tangível a um maior número de pessoas, que assim irão passar a palavra.
 
- Desenvolver sugestões para além do valor da compra. Por exemplo, através da promoção da reutilização, conservação e do uso responsável da energia.

- Construir pequenas vitórias através da opção pela compra da marca.
 
- Identificar o consumidor fiel e mimá-lo.
 
Sugestões que reforçam uma ideia que sempre defendi: quando o consumidor tem boa relação com a marca não há barreiras ourecessão que resista. Quando o consumidor acredita… passa a palavra.
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