Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

José Manuel Costa

José Manuel Costa

A sustentabilidade na agenda das empresas

22.09.09, José Manuel Costa

Na semana passada, o jornal Meios & Publicidade perguntou-me porque razão deve a sustentabilidade estar na agenda das empresas.


Agora que o artigo foi publicado, coloco as minhas repostas neste espaço.

 


1. Pelo ambiente. Em 1987, Gro Harlem Brundtland (que estave na sexta-feira em Portugal, no Green Fest) e o seu “Brundtland Report” colocaram o conceito de desenvolvimento sustentável nas agendas políticas.

 

Passados 22 anos, a discussão da sustentabilidade está a evoluir para as suas vertentes económica e social, mas não devemos esquecer que ainda estamos longe de assegurar a entrega do planeta, às futuras gerações, da mesma forma que o encontrámos.

 

2. Pelos consumidores. Uma empresa ou marca que não seja ambientalmente sustentável está condenada ao insucesso. Mais que não seja, isso acontecerá porque os seus consumidores irão recusar-se a comprar produtos que ponham em risco a sustentabilidade ambiental.

 

E já não há outro caminho para os executivos trilharem. Isto obrigará, a breve prazo, à mudança de modelos de negócio, processos, tecnologias ou produtos – mas também de políticas de comunicação. Por exemplo, este ano alargámos o conceito de sustentabilidade, no Green Project Awards, à componente económica e social. Porque o conceito de sustentabilidade há muito que deixou de abranger apenas a área ambiental.

 

3. Pelo negócio e  inovação. A sustentabilidade é hoje um dos principais drivers da inovação e do desenvolvimento empresarial. E não é mito que as empresas que apostam na sustentabilidade ambiental conseguem diminuir os custos e melhorar as receitas.

 

Um edifício ambientalmente sustentável poderá ter um custo inicial superior mas, a médio prazo, terá o retorno deste investimento, através da poupança de energia ou água. E isto acontece por pressão dos consumidores e outros stakeholders mas também, e sobretudo, dos próprios colaboradores da empresa.

 

Marcas como a Nike ou Best Buy, nos Estados Unidos, estão a partilhar ideias criativas de design sustentável no projecto GreenXchange – e fazem-no não apenas porque têm consciência ambiental mas também pelo negócio e inovação.

 

Recentemente, um estudante indonésio anunciou que registou a patente de um outdoor publicitário ecológico que purifica o ar. Já viu o que isto significa, em termos de negócio, para as empresas deste sector?