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José Manuel Costa

José Manuel Costa

Agregadores e iPad

14.10.10, José Manuel Costa

Dos últimos dias, destaco duas notícias. A primeira tem a News Corp como protagonista: a empresa anunciou na semana passada que vai lançar agregador de conteúdos.

 

Um portal pago e que será uma plataforma agregadora de todos os conteúdos da empresa de Murdoch: do Times e Sunday Times ao The Sun, News of the World e, segundo a própria MediaWeek, inclusive conteúdos de editoras rivais.

 

O projecto estará a ser trabalhado há já um ano - !!! – e será anunciado oficialmente antes do final do 2010.

 

A nova plataforma vai proporcionar novas oportunidades comerciais – de patrocínio e venda de publicidade – e vai chegar ao iPad e aplicações para telemóvel.

 

É uma jogada inteligente da News Corp, mas veremos como reagem os leitores ao facto do agregador ser pago.

 

A outra “revelação” da semana chega-nos... do potencial do próprio iPad. De acordo com o MediaWeek, o Financial Times está “celebrar” – a palavra é mesmo esta – depois de ter conseguido arrecadar 700 mil euros de receitas publicitárias desde Maio. Via iPad, claro está.

 

A aplicação do FT para o iPad registou o triplo dos downloads, nas duas primeiras semanas, em relação aos downloads do iPhone. Ao todo, foram já 400 mil os downloads de aplicação para o iPad.

 

O iPad representa já 10% do total das novas assinaturas digitais do FT. Uma percentagem bastante boa, segundo os responsáveis do histórico título.

 

“[A publicidade] de imprensa está morta e os proprietários dos media estão agora a encontrar novas forma de conciliar [diferentes modelos] juntos”, explicou o director-geral adjunto do FT, Ben Hughes.

 

E a cereja no topo do bolo surgiu quando o CMO da Unilever, Keith Weed, revelou que o iPad e – e os seus semelhantes – vão salvar a indústria da imprensa.

 

“Costumava ter uma pilha de jornais na manhã, mas agora navego pelo meu iPad”, explicou Weed na conferência anual do The Guardian. Será que é por aqui que irá caminhar o tão debatido futuro dos media? Ou alguém tirará outra carta - necessariamente melhor - do bolso?