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José Manuel Costa

José Manuel Costa

A Índia

27.10.10, José Manuel Costa

Numa semana decisiva para o futuro do Brasil e em que a comunidade internacional está centrada no resultado das eleições do gigante sul-americano, não deixa de ser interessante ver os Estados Unidos a pressionar a Índia para ser mais interventiva. No continente asiático, claro está.

 

No início de Novembro, Barack Obama visita Nova Deli e levará um repto ao “I” dos BRIC. Sendo a Índia uma das maiores democracias e economias daquele continente, deve ter um papel mais activo na definição comercial e política e na segurança naquela região.

 

Mas este "pedido" norte-americano tem um senão. Enquanto os Estados Unidos continuam nervosos e ansiosos com a expansão e influência chinesa, pedindo um papel mais interventivo à Índia, o país liderado por Manmohan Singh tem tantos desafios sociais à sua frente que parece improvável, pelo menos nos próximos tempos, que consiga cumprir a promessa de se tornar na terceira economia mundial. Ou, como chegou a ser anunciado, no país com a maior classe média do mundo.

 

Aliás, sobre a Índia vale a pena ler este texto de David Pilling sobre o seu encontro com alguns bilionários indianos – e como (e porquê) chegou atrasado à reunião.

 

Sim, a Índia tem tudo para ser bem sucedida. Tem talento, tem visão, tem população, tem recursos, mas ainda não chega para se bater com a China.

 

Terá primeiro que pensar em tornar as suas cidades mais sustentáveis e menos congestionadas, melhorar a sua inclusão social, melhorar a qualidade de vida da população...(atenção, desafios bastante complexos) e só depois partir para objectivos de longo prazo.