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José Manuel Costa

José Manuel Costa

O regresso da dúvida: quem deve ficar com as redes sociais?

28.03.11, José Manuel Costa

Há um ano escrevi um artigo de opinião para o Imagens de Marca sobre quem deveria ficar com as redes sociais: se as consultoras de Public Relations, agências de publicidade, social media ou de marketing digital.

 

Hoje regresso ao tema porque a Marketing Magazine volta a perguntar quem deve ficar com a gestão das redes sociais: departamentos de marketing, consultoras de Public Relations ou a equipa de comunicação do cliente, os próprios serviços de apoio ao consumidor ou as agências especializadas em social media?

 

Se, há um ano, a PR Week – que então citei – remetia para o relatório Digital Integration, desenvolvido pela Diffusion, a Marketing Magazine vai agora mais longe e fala, assertivamente, com quem toma esta decisão.

 

A reportagem é bastante interessante e dá-nos uma visão abrangente do tema, com cada ponto de vista da área das consultoras analisado ao pormenor e com os respectivos trunfos e argumentos colocados em cima da mesa.

 

Mas, mais do que esta discussão – que será sempre uma questão em aberto e passível de múltiplas opiniões – onde esta reportagem inova é na forma como aborda o que têm a dizer as próprias marcas, neste caso a Sony Ericsson, Naked Wines e Land Rover. E Chrsyler.

 

E é nesta questão, verdadeiramente, que as consultoras deveriam colocar os seus olhos. Um exemplo: Ben Padley, vice-presidente da Sony Ericsson e responsável pelo marketing digital e CRM da empresa explica que a marca tomou a decisão, “há dois anos”, de focar a sua energia no Facebook e YouTube.

 

“Queríamos encontrar plataformas core onde fôssemos excelentes e recrutar embaixadores para a nossa marca. No início do ano passado, tínhamos cerca de 300 mil fãs no Facebook, agora temos quatro milhões”, explica o responsável.

 

Padley explicou ainda como uma marca global, como a Sony Ericsson, consegue gerir e organizar a sua estratégia em todo o mundo.

 

“Estabelecemos guidelines globais para as redes sociais, que são seguidas em todos os países e departamentos. Temos acordos com, diria, o serviço ao cliente, sobre o número de pessoas que eles nos irão dedicar para estabelecermos os nossos canais nas redes sociais e temos governance interna para gerir o conteúdo que criamos”, explicou.

 

O responsável diz ainda que, quando alguém da Sony Ericsson coloca alguma coisa no Facebook, é como um micro press release. “Vai para quatro milhões de pessoas, o que é uma cobertura maior que a maior parte dos jornais”.

 

Assim, a marca estabelece uma equipa que revê, semanalmente, os conteúdos que todas as outras equipas disponibilizam - caso façam sentido - para as redes sociais, e aprova-os superiormente. “Tentamos, na medida do possível, trabalhar a parte editorial, ainda que consigamos dar aos outros departamentos alguma flexibilidade para criar mensagens ad-hoc”, conclui o responsável.

 

Vale a pena perceber quais as estratégias da Naked Wines e Land Rover – e também o que correu mal na Chrysler… - e ver como as diferentes abordagens das marcas podem ajudar a escolher que consultora trazer para ajudar no desenvolvimento e execução dessa mesma estratégia. Simples?


Leia o artigo aqui.