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José Manuel Costa

José Manuel Costa

Mundial 2014: os erros que o Brasil não pode cometer

21.12.11, José Manuel Costa

O ministro brasileiro do Desporto, Aldo Rebelo, concedeu ontem uma entrevista muito interessante ao Menos Um Carro. Uma entrevista que, como se espera de um movimento como o Menos Um Carro, teve como principal tema a mobilidade, agora que estamos a dois anos e meio do início da Mundial 2014, a copa brasileira.

 

Não é um tema fácil e o Governo brasileiro tem encontrado alguns obstáculos para conciliar os interesses do Mundial (leia-se FIFA) – garantir o acesso rápido dos cidadãos aos estádios e melhorar as acessibilidades, a tempo e horas – com os das cidades onde se realizarão os jogos. Tudo isto, claro, com o esperado rigor financeiro – serão investidos 5,5 mil milhões de euros em 49 obras.

 

Aldo Rebelo diz que as obras de mobilidade urbana estarão concluídas antes do prazo previsto e que a grande preocupação dos governantes é assegurar que estas obras fiquem, como legado do evento, para as próximas gerações de brasileiros. O objectivo? Reduzir o número de veículos em circulação e modernizar as redes de transportes públicos. E com uma estratégia de longo prazo e pós-Mundial 2014, acrescento eu.

 

Ao contrário de outras recentes organizações – de campeonatos de futebol ou Jogos Olímpicos – o Governo brasileiro delegou nas cidades e Estados a definição do melhor projecto de mobilidade. Tudo claro, sob o olhar atento do Planalto.

 

Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Cuiabá já iniciaram 21 das 49 obras de mobilidade. As restantes “estão a ser licitadas e começam em breve”. O ministério do Desporto, aliás, esteve envolvido no desenvolvimento dos projectos de mobilidade.

 

“O Mundial 2014 é um dos maiores eventos mundiais. Mobiliza milhões de pessoas. Envolve um número enorme de empresas. Por isso, é uma oportunidade de modernização dos sistemas viários de transportes”, explicou Aldo Rebelo.

 

Há uns tempos escrevi por aqui que os grandes eventos tinham o condão de mudar as cidades, levá-las para o campo da sustentabilidade, impulsionar o desenvolvimento e planeamento urbano ou redesenhar, entre outras, as estratégias de mobilidade sustentável.

 

Neste aspecto, o Mundial 2010, há que admitir, foi uma decepção. O Brasil não pode cometer os mesmos erros. Acredito que não os fará.

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